Invisível (Por que eu não prego o evangelho?)

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

A pregação do evangelho não é mera obrigação moral Mesmo assim, pareço pensar o contrário quando olho pras minhas atitudes (Ou a falta delas, como no caso da pregação) Qual, então, o motivo? Creio que o problema não seja algo visível Jesus disse que árvore zuada não dá fruta boa E pé de manga não faz nascer morango Mas, se eu já nasci de novo, a minha raíz é outra Eu não sou mais uma árvore zuada, certo? Certo! O Espírito me deu vida e me capacitou para as boas obras Mas só posso praticá-las se eu for um galho enxertado na Videira Verdadeira Todo esse processo, esse ensino que parece complicado Na verdade foi garantido Junto do sacrifício de Cristo Já nos foi tudo doado Só me basta confiar Confiar e caminhar E então, aqui tá meu problema - como eu disse, não é visível Confiar parece fácil, mas sem fé não vai rolar E se a base das minhas atitudes não é fé, estou pecando Sem fé, é impossível agradar a Deus Além disso, toda obra visível que não nasce, primeiro Como fruto da fé invisível É pecado Confiar, ter fé Que a mão de Deus se move À medida que me disponho a Seu serviço Na pregação do evangelho, parece ser difícil Crer no amor de Deus pelas almas dos eleitos É até mesmo impossível Acreditar cegamente no milagre do novo nascimento E que ele acontece A despeito das minhas fraquezas na pregação Também parece loucura São coisas que, no nível natural, cotidiano Parecem tão comuns quanto cozinhar, e andar de ônibus Mas lá no fundo, no nível invisível A pregação demanda uma confiança sobrenatural No poder, no amor, na graça e na empatia de Deus Por tratar a pregação do evangelho Como algo tão comum quanto cozinhar É que eu peco, não tendo a fé que agrada a Deus E que deve me levar De joelhos, a um estilo de vida de total dependência do poder do Espírito Poder, esse, que ressuscitou Jesus E que ressuscita - ou faz renascer A todos quantos o recebem Às vezes não me dou conta que pregar o evangelho Não se trata de boa retórica, ou de usar argumentos corretos Se trata de anunciar a salvação, que só acontece De forma assustadoramente sobrenatural Invisível Não se trata de persuadir pessoas a dizerem sim pra minha mensagem Para que, visivelmente, uma conversão seja reconhecida na Terra Se trata de ter fé no poder do evangelho de Jesus Ele, de forma invisível, recebe e transforma criaturas em filhos, reconhecidos no Céu Que Deus perdoe minha falta de fé Pois ela me faz permanecer inerte Sem compromisso firme com o avanço do Reino Através da pregação do evangelho

Versículos que parecem não nos atingir

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Alguns versículos parecem soar para nós como afirmações que se aplicam de forma seletiva. É como aquelas medicações que mulheres grávidas são proibidas de tomar: se você é homem, ou é mulher e não está grávida, não há porque se preocupar. Mas se acreditamos que na Bíblia temos a verdade, será que é possível condicionarmos algumas passagens como sendo aplicáveis a apenas determinadas pessoas e situações? É claro que os textos bíblicos precisam ser lidos e compreendidos dentro de seus diversos contextos históricos, semânticos, etc. Mas será que não temos recortado verdades bíblicas tão simples e fáceis de serem entendidas, pegando carona nos conceitos pós-modernistas a respeito do absoluto – “o que é verdade para você pode não ser para mim” –, selecionando quais afirmações bíblicas fazem sentido e quais não podem ser interpretadas de forma “radical”. Pensando nisso, gostaria de colocar em discussão algumas passagens que podem ter tido seu significado simples perdido em nome do “bom-senso” que pensamos ter ao dialogarmos, como cristãos, com o mundo.

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E disse então ao povo: Guardai-vos escrupulosamente de toda a avareza, porque a vida de um homem, ainda que ele esteja na abundância, não depende de suas riquezas.
Lucas 12:15

A vida não depende dos bens que um homem possui. Todos nós parecemos concordar com isso. E não apenas entre cristãos. Apesar do apelo das grandes corporações em favor do consumo, com o apoio da mídia, ainda assim uma coisa é consenso entre [a maioria das] pessoas religiosas e não religiosas: é correto e até nobre reconhecer que nossa qualidade de vida depende de outros fatores que vão muito além do tamanho da nossa casa, da quantidade de carros na garagem, etc. Com o setor de autoajuda sendo um dos mais procurados em qualquer livraria, perceber que a verdadeira prosperidade vai além dos bens materiais não tem sido nenhum néctar sagrado da sabedoria.

Mas, como diz uma personagem da minha série favorita, “o diabo está nos detalhes”. 

E, nos detalhes, vamos deixando a avareza entrar. Não temos problema em reconhecer que a ostentação material é sinal de vazio, atitude reprovável; não temos medo de condenar personalidades que esbanjam dinheiro como se fosse água não potável, como o boxeador Floyd Mayweather, por exemplo. Mas qual é nossa atitude quando vamos negociar a venda daquele móvel usado? Como temos agido em relação aos que nos devem dinheiro? E quando o locador deseja cobrar qualquer taxa que julgamos ser responsabilidade dele?

Vamos pensar no contexto desta passagem em Lucas. Um jovem pede que Jesus interfira em sua negociação com seu irmão, a respeito de uma posse, de um bem. Jesus não levanta o questionamento se o jovem está correto ou não naquilo que está buscando resolver. Mas Jesus aponta o perigo que está rondando e pode estar sendo subestimado: o pecado da avareza. Reconhecemos a avareza em astros de Hollywood ou nos políticos corruptos. Mas será que podemos enxergar a avareza no coração deste jovem, com um pedido simples como este? Quantos pedidos parecidos não estamos levando até Jesus? Pedidos que revelam o conteúdo de nossos corações, cheios de preocupações com questões materiais; passageiras.

 Será que podemos reconhecer a avareza em nós, tão facilmente quanto percebemos a avareza exposta no noticiário ou no site de fofoca? Será que eu não sou avarento só porque não esbanjo dinheiro como estas “pessoas vazias” que estão na mídia? Com certeza a maioria dos que vão ler este texto, assim como eu, não são considerados avarentos aos olhos do mundo. Mas Jesus está sempre elevando o nível moral das coisas a outro patamar em sua pregação: “cobice em seu coração e será tido por adultero”, “xingue de idiota e será tido por assassino”. E aqui não parece ser diferente com relação à avareza: “preocupe-se com as coisas materiais mais básicas, e não será diferente de nenhum daqueles homens que você julga pecadores e mundanos. Você pode não ser tão avarento quanto eles, mas quem peca precisa de mim independente de medidas de pecado”.

             Graças a Deus que Jesus continua o assunto e no versículo 22 Ele nos ensina a partir de um esclarecedor “portanto”; ou seja, se a avareza é assim tão perigosa e sutil como ele está explicando, Ele também está pronto a nos mostrar o caminho que nos afasta deste pecado. E a partir deste “portanto” Ele nos dá um ensinamento muito precioso: 

             Não é sábio estarmos inquietos a respeito das necessidades materiais. Não é essa a postura das ovelhas do Tão Cuidadoso Pastor, chamado Jesus.

            O que deve ocupar nossa mente então? No verso 31 Jesus explica: devemos buscar o Reino de Deus, as coisas eternas. Tantas outras coisas deveriam nos preocupar. Coisas muito mais graves do que nossas necessidades materiais, a respeito das quais tanto nos inquietamos e que mesmo assim sempre são supridas. É mais importante interceder pelos que estão sofrendo muito mais do que nós. É mais importante pedirmos a Deus que nos livre da hipocrisia e do cinismo, do que pedirmos que Ele nos livre de passar fome. São a hipocrisia e o cinismo que podem nos afastar de Deus.

           Na prática é difícil. Tão difícil que essa proposta de não nos preocuparmos com coisas materiais chega a ser vista como coisa de "bicho grilo", "eremita", até mesmo por cristãos. Isso é por causa de um outro pecado, chamado mundanismo (mas sobre esse a gente fala outra hora).

          É difícil e até mesmo impossível cumprir os ensinamentos de Jesus, mas é por isso que Ele deu muito mais do que ensinamentos: Ele nos deu o exemplo. E mais ainda do que o ensinamento e o exemplo, Jesus nos deu Sua vida perfeita, sem mancha de pecado. Ao crermos nEle, buscarmos Sua face, Ele nos concede Seu Espírito e nos capacita a vencermos o pecado. Sem Ele não podemos alcançar nada. E com Ele podemos vencer, não só a avareza, mas todos estes males que tem muito mais a ver com coisas invisíveis do que com problemas materiais temporários. Em Cristo, podemos vencer todos estes males que, antes de enxergarmos no outro, devemos enxergar em nós mesmos. Posso não ser tão avarento quanto Floyd Mayweather, mas também carrego minha medida de avareza. 




Dois Absurdos

terça-feira, 5 de agosto de 2014

"Como pode tanto amor?", frequentemente nos perguntamos.
Mas essa pode ser uma reflexão muito rasa se não nos perguntarmos primeiro "Como pode tanto pecado?".

A Bíblia nos revela a dimensão "absurda" do amor de Deus, mas não sem antes nos expor como pecadores absurdamente perdidos, em posição de total incapacidade, de morte espiritual.

Alegria, Prazer e a Lei de Deus (Parte II)

quarta-feira, 23 de abril de 2014


Na passagem de Ne 12:44-47, o povo está cumprindo a Lei. O final do versículo 47 nos mostra a motivação do coração do povo: “pois Judá estava alegre”. Nos dias de Esdras e Neemias, quando o povo reconstruiu os muros da cidade santa, havia alegria. Quando o povo reconstruiu o templo que glorificava o nome de Deus, havia alegria. Quando o povo reestabeleceu a ordem e a decência, não só no culto a Deus, como também em todas as rotinas e em toda a cultura deles, havia alegria. O povo se alegrou com as bênçãos de Deus que, em meio às dificuldades, reergueram a identidade deste povo. A identidade do povo estava diretamente ligada à glória de Deus. O povo entendeu isso. O povo se alegrou por glorificar a Deus.
O povo também entendeu algo a mais nestes dias: eles entenderam o propósito da Lei perfeita de Deus. Ao se alegrar com a glória de Deus, o povo participou do próprio coração do Senhor. O coração de Deus se alegra em abençoar, em dar provisão, em cuidar do outro. A Lei vem do coração de Deus, portanto a Lei também tem essas características. Jesus disse que toda a Lei se resume no amor. Amor a Deus e amor ao próximo. Foi exatamente o que o povo de Deus entendeu ao entregar os dízimos, as ofertas e as primícias para o sustento e para a honra de todos aqueles que viviam vidas de serviço diante de Deus e dos homens.
O povo estava alegre, e isso os levou a cumprir a Lei. Nesta passagem, como em tantas outras da Bíblia, vemos o prazer e a Lei de mãos dadas (cf. Sl 119). Que vergonha para nós, evangélicos! Que vergonha para nós, que entregamos uma parte do nosso salário para uma instituição por termos medo de Deus. Cumprimos a Lei por medo enquanto pessoas que sequer conheciam o evangelho pleno e gracioso de Jesus cumpriram a Lei por pura e simples alegria. Devemos nos arrepender deste terrível pecado!
Que vergonha para nós, evangélicos, que damos dinheiro pensando no dinheiro que “voltará em dobro” para nós. Não damos pela alegria de dar. Ter a chance de ser um abençoador não é motivação suficiente para os corações carnais da maioria dos evangélicos do Brasil. É por isso que os líderes, igualmente carnais, acabam incutindo medo nos fiéis. O sincretismo religioso impera nos cultos evangélicos enquanto os fiéis ouvem ensinos aprisionadores sobre como os poderes das trevas terão poder sobre a vida dos supostos discípulos de Jesus, caso estes supostos discípulos estejam “fora da visão”.

Eu tenho um recado a estes enganadores que minimizam o poder da obra de Cristo com suas leis humanas de medo e barganha: se a tal “visão” é dar com vistas ao receber, se a tal “visão” é dar para ser “abençoado”, se a tal “visão” é tentar comprar a Deus com os trapos fétidos e apodrecidos da justiça própria das obras humanas, eu terei orgulho de estar “fora da visão”. Estarei fora de qualquer visão que não me inspire a amar de forma altruísta e a me alegrar diante da glória de Deus.
Eu não tenho a resposta perfeita. Eu não sou melhor do que ninguém. Mas eu prefiro aprender a seguir a Lei perfeita de Deus com alegria, gratidão e amor em meu coração carente de Sua Graça. Eu prefiro aprender a abençoar porque já sou abençoado. Eu prefiro aprender com Jesus, que me ama sem se preocupar com meu retorno a este amor. Eu prefiro aprender com o Deus que se entrega totalmente por mim, sem esperar nada em troca.
Deus dá, abençoa, supre e Se entrega simplesmente porque Seu prazer e Sua alegria estão nestas coisas. Ele nos chama para termos a mesma motivação. O mundo e a religião morta dão para poder receber; Jesus e seus discípulos dão porque já receberam. O mundo e a religião morta cumprem leis por medo e por interesse; Jesus e seus discípulos cumprem a Lei porque este é seu prazer, e sua alegria. É tempo de escolhermos de que lado estamos.

Alegria, Prazer e a Lei de Deus (Parte I)

terça-feira, 22 de abril de 2014


"Ainda no mesmo dia, se nomearam homens para as câmaras dos tesouros, das ofertas, das primícias e dos dízimos, para ajuntarem nelas, das cidades, as porções designadas pela Lei para os sacerdotes e para os levitas; pois Judá estava alegre, porque os sacerdotes e os levitas ministravam ali;
e executavam o serviço do seu Deus e o da purificação; como também os cantores e porteiros, segundo o mandado de Davi e de seu filho Salomão.
Pois já outrora, nos dias de Davi e de Asafe, havia chefes dos cantores, cânticos de louvor e ações de graças a Deus.
Todo o Israel, nos dias de Zorobabel e nos dias de Neemias, dava aos cantores e aos porteiros as porções de cada dia; e consagrava as coisas destinadas aos levitas, e os levitas, as destinadas aos filhos de Arão."

Neemias 12:44-47


                Nós tendemos a pensar que a Lei e o prazer não podem andar juntos. Pensamos exatamente o contrário: “quanto mais eu desejo ter prazer, menos religião, menos princípios e menos leis devo seguir”. Talvez seja por isso que, em nossos dias, os líderes evangélicos passaram a um ensino sobre a Lei que conduz os fiéis através do medo, da insegurança, da barganha com Deus, entre outras motivações malignas rumo a um suposto relacionamento com Deus que não passa de mera religiosidade.

                Aprendemos, na maioria das igrejas evangélicas, a seguir a Lei por inúmeros motivos, menos pela alegria da salvação ou pela gratidão que temos a Deus por já sermos, no tempo presente, abençoados. Isso não poderia ser mais verdade no campo específico do ensino sobre dízimos, ofertas e primícias. Se você está imaginando se isso é um ataque a este ensino específico, permita-me esclarecer algo: este é um ataque, com toda a certeza.
                
                Escrevo estas linhas como uma forma de ataque, pois julgo ser um ataque necessário. Mas este não é um ataque no campo de batalha onde discutem se é certo ou errado cobrar e/ou dar o dízimo. Esta não é a questão mais relevante. O meu ataque é em outro campo de batalha, muito negligenciado ultimamente: as motivações por trás das atitudes dos evangélicos. Esta é uma questão, na minha opinião, muito mais importante do que a questão sobre se é certo ou errado dar o dízimo.

[...]

Isaías 55:1-2

segunda-feira, 17 de março de 2014



Ó VÓS, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei; sim, vinde, comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite.
Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer? Ouvi-me atentamente, e comei o que é bom, e a vossa alma se deleite com a gordura.


Isaías 55:1-2

Falhas que aproximam

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

                 Não faço o que quero
                 Se eu olho pra mim
                 Então me desespero
                 Não sei aonde ir
                 Peço, então me despeço
                 Do eu. Do meu eu que eu não quero

                 Pedindo, prossigo
                 E vou me despedindo
                 Pedindo a Tua vida em mim
                 Não desisto
                 De, enfim, desistir
                 Do eu. Do meu eu que eu não quero

                 Por onde, fazer
                 Do mérito eu falo
                 Não vou merecer
                 Mas, querendo, resvalo
                 E prossigo a deixar-me aos caprichos
                 Do eu. Do meu eu que eu não quero

                 Complico e me enfado
                 A mim mesmo, com o fardo
                 Que o Mestre não quer que eu carregue
                 Tarefas, horários. E segue-se o ócio
                 Do tolo que tenta ser forte
                 Do eu. Do meu eu que eu não quero

                 Se eu puder, tão somente, parar
                 Se eu puder, de Ti, Mestre, lembrar
                 Mergulhar neste amor, sem tentar merecer
                 Teu favor, Teu olhar de prazer
                 Que invade o profundo
                 Do eu. Do meu eu que Tu queres





Métodos, estratégias e o Espírito Santo

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013


               Os primeiros cristãos não tinham sequer uma bíblia, e foram verdadeiros embaixadores de Cristo na Terra. Em nossos dias, nos sentimos incapazes de levar amor aos perdidos só porque não sabemos tocar um instrumento ou porque não sabemos teologia o suficiente.
               O contraste das duas situações é muito grande. Este contraste me leva a concluir que o problema não está nos métodos, nos recursos, ou nas estratégias. O problema está na frieza do homem moderno. O problema está em sua presunção e sua dependência de incontáveis coisas, pessoas e situações, que não seu Deus. Mas tendemos a pensar que, se o ministério não cresce ou se a nossa vida não dá o fruto que pensamos que ela deve dar, a culpa é de nossos métodos limitados.


               Esse pensamento humanista vai moldando nossas ações, como indivíduos e como igreja também. É simplesmente muito vívido e extremamente visível. Por exemplo, quando pensamos a respeito de como poderíamos servir melhor na igreja, já vamos logo pensando em aperfeiçoar nossos dons - se vou servir no louvor, estudo mais música; se vou servir no teatro, aperfeiçoo minha técnica, etc. Quando nos sentimos chamados ao campo missionário ou ao evangelismo, logo buscamos cursos que nos preparem, e que nos ensinem como ser missionários e evangelistas. São atitudes erradas? Não são erradas por si mesmas. Porém não podem ser atitudes certas se não estamos buscando a Deus com tudo o que somos, e dependendo dEle para cumprirmos nosso papel de servos de Deus neste mundo. Posso dizer que dependo, sim, de Deus para fazer qualquer obra que seja. Mas se, na minha vida prática, estou gastando mais tempo no aperfeiçoamento dos métodos do que na minha vida diária e íntima com Deus, talvez seja a hora de rever se estou vivendo aquilo que prego.
               Podemos dizer que, ao nos preocuparmos com os métodos, estamos nos preocupando com um meio para atingir um fim. E o fim é salvar as almas. Okay. Muito nobre de nossa parte, não? O problema é que o único meio legítimo para atingir este fim é a ação sobrenatural do Espírito Santo. Podemos e devemos nos valer de estratégias. Mas sem a ação do Espírito Santo, nossos métodos apenas servirão para encher os bancos das igrejas de pessoas mortas espiritualmente.
               E a grande verdade é que o Espírito Santo age mais quando nós aparecemos menos. Para entender o que eu quero dizer, é só se lembrar de João Batista, quando ele dizia que o ideal era mais notoriedade para Jesus e menos notoriedade para ele mesmo. Outro exemplo do Espírito Santo agindo mais quando nós aparecemos menos é quando Paulo diz que o poder de Deus se aperfeiçoa em nossa fraqueza. João Batista e Paulo tinham métodos, com certeza. Mas os métodos eram meras consequências da obra sobrenatural que o Espírito Santo estava operando no íntimo desses homens fracos e dependentes de Deus.
               Se, por algum motivo, você ainda pensar que homens de fé valorizavam tanto assim seus métodos e estratégias, lembre-se de que Paulo considerou como fezes de animal todas as coisas boas que o qualificavam para ser um cristão com os melhores métodos possíveis. Ele fez isso, não porque os métodos e estratégias eram coisas ruins, mas porque ele preferia depender do poder sobrenatural de Deus que se manifestava em sua fraqueza e inabilidade.


               Enquanto dependermos destas coisas exteriores às quais os corações de homens como João Batista e Paulo não se apegavam, viveremos de muitas formas, menos da forma que eles viveram e que tanto almejamos. As dependências de métodos, situações, momentos, etc. são perigosas porque podem ser muito sutis e podem vir disfarçadas de uma preocupação legítima com a melhor forma de levarmos a obra de Deus a cabo. Mas não devemos nos enganar. Tais dependências mortificam a única dependência que o homem moderno, tal qual os primeiros cristãos, deveria viver: a dependência da graça e do amor de Deus, revelados em Jesus. Revelados na cruz.

Conversa inconveniente com Deus

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013




        Começo a orar e percebo que não estou sendo sincero. Eu discordo do que acabei de Te dizer, mas o disse porque era a "coisa certa" a fazer. Esta é a habilidade humana e depravada de interpretar um papel. Por entender o que é conveniente (mesmo que não seja a verdade), assumimos aquela identidade falsa. Em outras palavras, hipocrisia. Hipocrisia que nasce em nosso desejo de ser aceito. Nosso desejo de "passar na prova".
        Porém não é assim que eu quero me apresentar a Ti, Deus. O Senhor conhece tudo o que sou. Quando falo contigo, não devo tentar ser conveniente ou simplesmente dizer a "coisa certa" para Te impressionar.
      Que tolice a minha, Pai. Perdoa minha hipocrisia e desfaz minhas defesas. Quando eu orar, não quero falar coisas com as quais não concordo. Por mais que eu devesse, talvez, concordar para ser aceito ou "passar na prova". O Senhor está interessado num coração quebrantado e sincero. Quando eu orar, então, que eu derrame o meu coração diante do Senhor, me rasgando em sinceridade com a pobreza de espírito que me leva a reconhecer que o Senhor está certo sempre, e eu estou quase sempre errado.
         Se eu interpretar um papel, teremos um diálogo civilizado demais para gerar qualquer mudança. Será muito polido e diplomático, a ponto de impedir a transformação do meu ser. Não é o que eu quero.
         Rasgar meu coração, ser sincero e inconveniente ao encarar meu próprio eu a luz de Tua glória, com certeza não é uma atitude ponderada, e nem um pouco tranquila como a atitude de uma conversa civilizada. A luta de alguém que se rasga diante de Ti não é algo bonito de se ver. As verdades ditas em orações verdadeiras são verdades capazes de escandalizar toda uma congregação de crentes piedosos. Mas o resultado, tenho certeza, é glorioso. O resultado é a humilhação do nosso eu e o aperfeiçoamento da imagem do próprio Jesus em nós.
        Só seremos aperfeiçoados em Jesus a medida que anulamos nosso eu. E é por isso, Pai, que meu desejo é fazer orações sinceras diante do Senhor. Por mais que a exposição e oferta do meu coração diante do Senhor seja uma experiência dolorosa e, de certo modo, feia, essa exposição é o caminho que trás ao meu ser o prazer e a beleza de viver em união e intimidade contigo, meu Deus. Por favor, me ajude.

Certezas que a chuva não tirou de mim

segunda-feira, 4 de novembro de 2013



                Uma breve caminhada na chuva. 600 metros. Descendo a rua. Subindo a rua. Casas escoando a água que caía do céu num ritmo constante, estável e com pingos espessos. As possas de água corrente eram inevitáveis no meu caminho. Água descendo e permeando meu tênis. Por trás -- na descida; pela frente -- na subida. Não me importei. A chuva estava intensa e fria, mas eu caminhei tranquilamente.
                O motivo da caminhada tranquila repousava nas certezas que eu tinha naquele momento: "Ao chegar em casa, estarei protegido." "Ao chegar em casa, poderei tomar um banho quente." "Em casa tenho roupas secas." "Poderei aquecer meus pés com panos secos, em casa."
                Finalmente cheguei, e antes mesmo de desfrutar de todos os confortos que estavam em minha mente, eu já me sentia confortável. Apenas por saber que a chuva não poderia invadir e transformar a seguinte realidade absoluta: tenho segurança em casa. Mesmo que a caminhada fosse maior, e mesmo que a chuva fosse ainda mais intensa, nada poderia alterar a certeza de que, ao chegar em casa, eu estaria confortável e livre dos efeitos indesejáveis daquela chuva forte.



                                         



                Comecei a comparar esta breve caminhada na chuva com minha caminhada pela fé. Os primeiros cristãos eram conhecidos como os "do caminho". E este tal caminho é estreito (Mt 7:14). Não é um caminho de confortos e facilidades. É um caminho que poucos trilham. Neste caminho, chove muitas vezes. O percurso pela estrada estreita já não é fácil de seguir sob céu claro. Seguir passo a passo neste caminho fica ainda mais difícil quando chove.
                Muitos ao seu redor, cheios de boas intenções, dizem que a chuva vai passar. Ou, nos casos em que a chuva já passou, os bem intencionados dizem que a chuva já não voltará mais. Eu não posso te assegurar disso. Na verdade, estou disposto a te garantir que as chuvas virão. Tempestades impetuosas. Jesus, o Mestre de todos "do caminho", que trilhou este mesmo caminho mais perfeitamente que todos os santos, nos garante que teremos aflições ao longo do percurso. Ele passou pelas piores tempestades possíveis, e o discípulo não é maior que seu mestre para querer viver de forma diferente (Jo 13:16; Jo 15:20).
                O alento que temos, no entanto, é a certeza de que logo estaremos em casa. A minha fonte de segurança durante uma tempestade física que caía sobre meu corpo físico era a certeza de que eu estaria em minha casa terrena em breve. Da mesma forma, devemos estar certos de que, em meio às tempestades espirituais que sofremos em nossa alma, não tarda nosso descanso eterno, em casas eternas e perfeitas, preparadas pelo próprio Mestre deste Caminho de Tempestades. Ele venceu neste caminho estreito.


                                       



                Jesus, ao vencer a maior de todas as tempestades na cruz, nos garantiu uma herança que não se desfaz, que não se deteriora.
                Se casas terrenas, que se desfarão em breve, são fonte de segurança para nós, quanto mais segurança temos amparados na promessa de que há um lugar para nós no Reino Eterno de Deus (Jo 14:3).
                Se a simples esperança de tomar um banho quente serve para me deixar em paz durante uma chuva deste mundo, quanto mais devo ter paz em meio às chuvas que tentam abalar minha alma, ao saber que fui lavado no sangue de Cristo, que me reconciliou com o Deus Criador de todas as coisas, Governador do Universo.
                Se a certeza de que roupas secas serão fonte de segurança para meu corpo terreno após uma tempestade passageira, quanto mais devo me gloriar na segurança da promessa de que, após todas as tormentas deste mundo, meu corpo será ressuscitado em incorruptibilidade (1Co 15:42) -- um corpo perfeito, sem limitações para adorar o Deus que me deu vida.
                Se panos velhos e rasgados têm o poder de aquecer meus pés após uma tempestade terrena, quanto mais aquecido eu serei pelo Sol da Justiça, que brilha sem cessar (Ap 22:5) na minha futura casa, na casa em que hei de chegar, após tantas quantas tempestades forem necessárias, no corpo ou na alma.
                De fato, não importam as tempestades, se temos a certeza de que logo estaremos seguros em casa.

O que ouvi na madrugada (II) - A obra que permanece

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

              Hoje temos sede do Espírito. Me alegro muito ao ver um desejo comum a todos nós: conhecer mais a Deus. Minha oração é para que essa seja uma obra realmente do Espírito. Uma obra que permaneça. Peço a Deus que nossa sede não diminua, mas aumente.
              A razão porque isso me preocupa é que somos muito circunstanciais. O meio em que vivemos, as pessoas que nos cercam e, principalmente, nosso eu, são variáveis. Louvo a Deus pela vida de vocês, mas peço a Deus que essa fome por Ele não diminua caso, no futuro, eu não mais tenha amizades tão especiais.
              O caso é que, de um jeito ou de outro, as variáveis continuarão em constante mutação. Ou seja, mesmo que nossa amizade continue, muitas outras coisas também estão sujeitas a mudanças. Se a obra feita em nós não for fruto do agir poderoso e sobrenatural do Espírito Santo de Deus, então o que estamos vivendo hoje não passa de um período descartável e frívolo em nossas vidas.
              Que este aviso nos encoraje ainda mais a buscar a face do nosso Deus, que ouve a todos que se humilham diante dEle em busca de Sua misericórdia e de um relacionamento eterno com Ele e com seus filhos.

O que ouvi na madrugada (I) - Tempo

terça-feira, 22 de outubro de 2013

                  Temos recebido de Deus muitos presentes. Acabo de ser lembrado de uma dádiva muito preciosa de Deus pra nós (dentre tantas outras): o tempo.
                  Eu temo pensar que um presente tão precioso, um recurso não-renovável, possa estar sendo disperdiçado por mim com programações sem valor eterno. Enquanto a minha vida é fruto da oração de muitas pessoas que aproveitaram bem seu tempo, em intercessão por mim, posso estar perdendo a chance de fazer o mesmo em prol de tantas outras pessoas.
                  Tempo a sós com Deus, tempo em comunhão com os santos (e não devemos confundir comunhão com rolê gospel), tempo de estudo da palavra, tempo que nos leve a conhecer mais a Deus, pois não adianta eu ficar me cobrando para evangelizar aos outros, por exemplo, se esse desejo não vem de dentro para fora.
                  Da mesma forma que eu passo a amar mais os meus irmãos conforme os conheço, meu amor será maior por Deus conforme aprendo quem Ele é. E a consequência disso é, naturalmente, uma vida que brilha nas trevas.

Dance or die!

terça-feira, 24 de setembro de 2013



Se as coisas não estão como deveriam, mude o que estiver ao teu alcance.

É melhor se arrepender de tomar uma decisão errada do que não tomar uma atitude e ver a vida passar enquanto seus sonhos e a paixão pela vida morrem!

Na pior das hipóteses, o erro te fará crescer. Na melhor delas, você realizará teus sonhos e sonhará cada vez mais!!!

Você pode pensar que não tomar uma atitude evitará quedas, e você está certo. Na verdade, quem não quer assumir riscos já está no chão faz tempo!

"Wolves at the Gate - Safeguards"

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

           A friend just posted this song. "Okay, let's check this out", I thought to myself. Then it happened. You showed up, Lover. When I listen and read about your grace, You show up. And it just happened. A couple of minutes ago. It's funny how I still feel Your gracious touch. Through this song You just reminded me of the beauty You produce inside my soul when You come and mess me up.

           Oh, Lover, You did it again. I dare to ask You: why? Why do You insist in gracious words? I was not truly looking for You. I just wanted to listen to a song. I thought I was in control. I thought I was managing to keep You away from my heart. What a fool!

           Okay, am playing the song again. I don't feel like thanking You, but I know it is a common decency to say it so, thank You, Lover. Thank You a billion times. Who am I trying to deceive? These demons in my head are just too weak for Your violent love. Who am I to turn You down? I have no power to do so. Who am I trying to deceive? I do feel like thanking You. I wanna thank You everyday. I know it is a pitiful gratitude, but maybe I should just face it and accept my innability to deserve You.


A Loucura que Você Não Quer Viver

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

      Alguns trocam Deus por Lucifer deliberadamente, mas não é assim com a maioria. Muitos que trocam o bem pelo mal, o fazem sem perceber -- ou, ao menos, têm uma boa desculpa. Muitos deixam a religião de lado, mas poucos admitem se esquecer de Deus -- deve ser tipo comprar carne num açougue online, e receber via e-mail, sei lá. O assunto aqui não é a escolha em si, mas a motivação por trás da escolha.


      Na bíblia tá escrito que o evangelho é loucura. Além dos evangélicos, a maioria dos religiosos é visto como gente estranha. O problema é que nem todo mundo quer ser o estranho da turma, ou o desajustado. Neste ponto, a "sementinha do mal" está plantada. No caso dos evangélicos, por exemplo, eles começam a dizer que o evangelho é loucura, mas transformam essa loucura em algo tão atraente e aceitável quanto possível. Aí, pronto. Começa a temporada de bizarrices (mas este já é outro assunto). A loucura citada na bíblia -- inaceitável e escandalosa -- se transforma na loucura em sua forma moderna -- divertida, desejável e bastante inclinada à auto-ajuda.
      Mas eu dizia que poucos de nós troca o céu pelo inferno conscientemente. A maioria de nós está apenas rejeitando loucuras inaceitáveis e optando por viver da forma mais "ajustada" possível. Dar seu dinheiro para a igreja? Loucura! Doar roupas que você ainda pode usar? Loucura! Rejeitar um emprego que dá mais dinheiro? Idiotice! Deixar de fazer algo que você tem vontade só porque alguém pode ficar incomodado? Loucura!


      Deixamos de lado os ensinamentos desafiadores de Jesus e nos ajustamos ao que é pregado pelo sistema da maneira mais "espiritual" possível. Será que estamos trocando o eterno pelo terreno, ou tudo depende do ponto de vista? Se um empregado deixa o seu empregador em detrimento de um emprego "melhor", por exemplo, ele está buscando apenas evoluir ou está deixando seu empregador na mão? Talvez as duas afirmações estejam certas mas, com certeza, a verdade de uma não anula a verdade da outra. Isto é apenas uma constatação, ok? É que seu estivesse te desafiando, automaticamente desafiaria a mim mesmo. Nós dois sabemos que isso é loucura, certo?

Simple is not always ordinary!

domingo, 6 de janeiro de 2013

         "He is real!" I said. And I knew it made sense for both of us. It made sense because we know that, although it is a simple truth, it is not an ordinary one. He is real! If we say it without tremble in our hearts, the problem is not the lack of tremble. The problem is that we got used to this reality, just as we got used to knowing that we breath oxygen or that the sun is hot, for example. God is real, even more than what we can touch. But my point here is not proving how real God is. My point is that we should treasure the simplicity of God truths, especially regarding the relationship between God and His children. Because I know that God is not always simple, but there are things about the relationship He established with us, which are always simple, always beautiful, and always striking. The problem is that we often forget about these truths and - even worse - sometimes only a few christians meditate and find joy in the simple things about God and His mercy toward us.
          He is real. He loves us. He cares about us. He created us. He owns us. He listens to us. Isn't it all amazing? Too good to be true? The simplicity of these beautiful truths overwhelms me, and I hope it does the same to you, as well.
          The other day, we were at my friend's place, me and my brothers and sisters in Christ. And, as we were about to pray and give thanks to God for the food, I said: "dude, God listens to me!!!!"  and they all laughed and were like: "well, I guess it's just the way it is, isn't it?", but I was like: "NO WAY! This is simple but it is not ordinary, at the same time. We should meditate on it better!".
          I did not insist to prove my point to them, but I want to do it in a very succint way right now, as I'm concerned about what is the source of our joy in these dark days.
          If it is yet not plain to us, how beautiful it is the simplicity of God's relationship with us, maybe we just forgot His atributes, and how they contrast with our own atributes. God is Holy, and He can't tolerate wrongdoing (Habakkuk 1:13). On the other hand, we are wrongdoers (Rm 3:19,23;Ps 14:2-3). Therefore, I would be a fool to think that the fact that God listens to me is something ordinary. Because, how can a perfect God care about limited human beings? How can a gracious God care about ungrateful rats, like us? How can a righteous and holy God love a selfish and sinful man such as I am? I cannot answer these questions, but I rejoice on knowing that, even though these are "simple" truths, they are truthful aspects of the relationship that my Father established with me.

An uncomfortable experience

domingo, 16 de dezembro de 2012

             My friend Tutti once told me that she writes down experiences she lives. Spiritual experiences. She does so, because, otherwise, she forgets what she is supposed to learn from such experiences.
It is always inspirational when the limitations of our human condition are means to a greater end, namely the glory of God through the advance of the Body of Christ.
             I'm just mentioning it because I want to express my gratitude towards God and this jar of clay of His, named Tainá. Now I proceed to the experience I want to share.
             It was a five seconds experience. Maybe ten seconds, if we count my reckoning. It was not intense, nor sentimental. I felt no chill, saw no blinding light, had no tears coming down my face. On the other hand, this experience was very sober; very clear. Not as much an accusation as it was a warning. A warning from a loving God who corrects His beloved children.

             It was simple, and it was plain: I saw a guy on a wheel chair, and a sign by His side, which read: "I NEED TO EAT, HELP A NEEDY MAN". After reading it, I noticed he was smoking and I thought, sarcastic, to myself: "You need to eat, but you also need to smoke, heh?" Instantly, I felt bothered and uncomfortable with something. By the next second I realized what it was, bothering me, and I thought: "I am just like this man I just judged". Oh, what a sober and tremendously certain thought I had. And without any time to reason how hypocrite I am, a second after this conviction came upon myself, in my conscience, God was giving me the hope of fighting against all of my addictions, before I present myself to him as a victimized and poor little guy who needs to eat.

             I am so sorry if I let you down by sharing such a hard and harsh experience with no glow at all, brothers and sisters. But I suggest you to avoid the mistake I made by judging that sinful and, yet, needy; needy and, yet, sinful man. If you do not see yourself before God as guilty, rather than a victim, I hope my terrifying and accusing experience enlights your path, so you can stop calling God a liar (1Jo 1:10) and, at the same time, be filled with joy by knowing that Jesus is still the Friend of Sinners (Lk 7:34) and that, through Him, God firms the stumbling knees (Hb 12:12-13).

O Amigo de pecadores

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

eu nasci inimigo de Deus
minha natureza é inimiga de Deus
pequei contra Ele e deveria ser punido
mas Cristo levou a punição no meu lugar

eu estava morto e não tinha escolha, só sabia pecar
mas Ele me deu vida e me carrega, dia após dia, me ensinando o caminho
é claro que ainda peco, sou igual a você, que me lê
mas, nem por isso, desisto, para ser quem sempre fui

não sou melhor do que ninguém, na verdade sou o pior de todos
e meu Jesus é o Deus dos piores; Ele foi chamado "O Amigo de pecadores"
meu Jesus não veio chamar justos;
como todos os médicos, Ele trata apenas doentes

você é doente, como eu? venha e seremos tratados juntos
por muito tempo isso foi motivo de tristeza para mim
mas descobri que Jesus é o Deus dos fracos

e o que era um pesar, se tornou minha maior alegria:
sou fraco, sou pobre, sou miserável e pecador
sou alvo de Jesus Cristo, fui salvo por Seu amor

Maldito caminho largo

sexta-feira, 9 de novembro de 2012


Maldito caminho largo
"a culpa é dos religiosos!", diz. E não se livra
da própria religiosidade
condena os que te condenam
e, em seguida, reclama da falta de piedade

Maldito caminho largo
quem nele caminha, vai ler isso e se sentir julgado
mas onde está a liberdade?
tão declarada; tão longe de ser verdade
quanto mais foge, mais confuso fica
mas não volta atrás, e a este ciclo se escraviza

Maldito caminho largo
se entrega ao mundo
e por ele se deixa ser levado
confessa Cristo como o único salvador
mas o faz meramente com os lábios

Maldito caminho largo
usando a sabedoria para excusar pecados
você não ama e se queixa por não ser amado
culpa os outros mas não vê que é responsável
por seus feitos, por seus atos
por tamanho desamor

O acampamento é passageiro; Cristo é eterno

terça-feira, 6 de novembro de 2012

                       E ae, galera!!! Tudo sussa?? Essa mensagem é para a galera que esteve no acampamento do ministério Conexão neste feriado em Serra Negra.

E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede.

João 6:35







        Fiquei gato na miniatura, com a boca aberta... só que não!